Não foi descobrimento. Foi invasão! Quando Pedro Álvares Cabral desembarcou no que território que viria a se transformar no Brasil, em 22 de abril de 1500, os indígenas eram milhões. Ao longo dos séculos, foram dizimados pela violência, fome e doenças trazidas de fora, contra as quais eles não tinham imunidade. Abril é o mês de lembrar dessa história terrível, mas também de celebrar a luta dos povos originários.
Nos últimos anos, a população indígena voltou a crescer. Segundo o Censo Indígena de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil hoje possui mais de 1,6 milhão de indígenas. São 391 etnias, povos ou grupos indígenas. As três etnias mais populosas, ainda de acordo com o Censo Indígena são: Tikúna (74.061), Kokama (64.327) e Makuxí (53.446).
Em janeiro de 2023, um avanço importantíssimo: o presidente Lula criou o Ministério dos Povos Indígenas. O ministério, desde o primeiro dia, foi ocupado por uma indígena, a deputada federal licenciada Sônia Guajajara (PSOL). Mas os desafios são enormes!

Crédito: Than Pataxó/APIB
Nosso futuro não está à venda!
Desde 2004, os povos indígenas realizam o Acampamento Terra Livre em Brasília. O objetivo é pressionar os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) para que os direitos dos indígenas sejam respeitados. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) listou as cinco maiores ameaças no Congresso Nacional:
- PEC 48 (Marco Temporal): aprovada no Senado em dezembro de 2025, a Proposta de Emenda à Constituição tenta alterar o artigo 231 para restringir a demarcação de terras apenas àquelas ocupadas em 5 de outubro de 1988.
- PDLs contra Demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025): Projetos de Decreto Legislativo que visam suspender a demarcação das TIs Morro dos Cavalos (SC), Toldo Imbu (SC), Tupinambá de Olivença (BA), Comexatibá (BA) e Ibirama La-Klanô (SC). Estão sob análise da Presidência da Câmara.
- GT de Mineração em TIs: Grupo de Trabalho busca regulamentar a mineração em terras ancestrais, atendendo a prazos estipulados pelo STF.
- PL 6050/2023: propõe a abertura das Terras Indígenas para agricultura comercial, mineração e energia.
- PL 6093/2023: além de reforçar o marco temporal, altera o último ato do processo de demarcação de Decreto para Medida Provisória, condicionando a finalização das demarcações à aprovação do Congresso Nacional.
Essa é uma luta de todos os brasileiros!
É preciso demarcar todos os territórios indígenas no Brasil e garantir a sua segurança (sem a invasão de garimpeiros e de outros projetos que ameacem a vida de todos os seres vivos que habitam esses territórios). O vereador Celso Giannazi está ao lado dos povos indígenas do nosso país!
Faça parte dessa luta! Abaixo, sites de entidades e organizações importantes, que fazem um trabalho sério, indispensável para o futuro dos povos indígenas:
APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil);
ISA (Instituto Socioambiental);
CIMI (Conselho Indigenista Missionário).