A  partir de 1º de novembro um total de 1700 escolas municipais e instituições como CEUs estarão sem nenhum tipo de segurança.
A partir de 1º de novembro um total de 1700 escolas municipais e instituições como CEUs estarão sem nenhum tipo de segurança.

Chegou ao conhecimento do SEEVISSP (Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância, Segurança e Similares de São Paulo) que a Prefeitura, por meio da Coordenadoria dos Núcleos de Ação Educativa (CONAE), encerrará os contratos de prestação de serviços com todas as empresas de segurança até o dia 31 de outubro. Parte dessas empresas foram comunicadas em audiência pública ocorrida no dia 10 de setembro onde foi anunciado que a partir de 1º de outubro parte de escolas e CEUs já estarão sem seguranças.

Mais uma vez, o prefeito Bruno Covas toma uma atitude irresponsável e sem nenhum comprometimento com a educação pública do município. A  partir de 1º de novembro um total de 1700 escolas municipais e instituições como CEU’s poderão ficar sem nenhum tipo de segurança para atuar preventivamente e coibir alguma espécie de ação criminosa. Covas está colocando estudantes, professores e servidores municipais à mercê da insegurança, principalmente nas regiões de maior vulnerabilidade social, além disso, o patrimônio público também corre risco de depredação.

O desmonte da Educação como projeto de governo

Durante a audiência pública, os secretários de Educação e de Segurança Urbana informaram que dentro de 3 meses todos os contratos serão encerrados. Para suprir esses contratos a Prefeitura sugere que a Guarda Civil Metropolitana substitua os vigilantes. No entanto, será um grande problema para a corporação alocar cerca de 4.000 integrantes para suprir essa demanda, considerando que a CGM possui cerca de 6.000 guardas em seu efetivo.

Giannazi lança, na Câmara Municipal, o Outubro da Educação

Ou seja, o prefeito Bruno Covas também ignora o contingente insuficiente da GCM para prestar tal atendimento. Certamente quem sofrerá com essa medida são as pessoas que mais necessitam da atuação do Poder Público, haja vista que parte das escolas afetadas estão alocadas em bairros periféricos da cidade de São Paulo mais vulneráveis à criminalidade e ao vandalismo.

O desmonte da inclusão escolar em SP

Além disso, a estimativa é que tal medida resultará na dispensa coletiva de milhares de seguranças contratados, colocando em situação de desemprego aproximadamente 4.000 vigilantes que atuam nesses locais. No mês de Maio, o vereado Celso Giannazi já havia denunciado a situação de insegurança na EMEI Carlos Eduardo de Camargo Aranha, onde a falta de policiamento e segurança fez a comunidade escolar vítima de uma série de assaltos e furtos de veículos.

Para que tal situação não ocorra novamente, Giannazi já oficiou a Secretaria Municipal de Educação para que preste esclarecimentos e acionará o Ministério Público no intuito de defender o acesso à educação de todos e todas.