Agrotóxico: o nome já diz alguma coisa, né?
Agrotóxico: o nome já diz alguma coisa, né?

O governo Bolsonaro de uma forma geral e o ministro Paulo Guedes, em particular, adoram falar mal do seu próprio povo. É uma espécie de autoxenofobia. Guedes chama os servidores públicos de “parasitas” (embora ele ganhe, apenas de auxílios, coisa de 8 mil reais por mês) e ainda acha absurdo que empregadas domésticas, que ralam muito, possam viajar pra fora do país.

Bolsonaro, sempre que pode, adota medidas contrárias aos interesses brasileiros apenas para agradar o presidente dos EUA. E o pior: sem nenhuma contrapartida. Recentemente, compartilhou vídeo de “jornalista” que ironiza o povo brasileiro – sugerindo que se o Brasil trocasse de população com o Japão viraria, em uma década, uma superpotência.

PARASITAS

Os verdadeiros parasitas são resistentes aos agrotóxicos que produzem e aos impostos que deveriam pagar. O pacotão de benefícios ao setor, como demonstra reportagem da Agência Pública/Repórter Brasil, chega a quase 10 bilhões de reais por ano.

Pra se ter uma ideia (a mesma reportagem exemplifica): o Sistema Único de Saúde gastou, em 2017, R$ 4,7 bilhões para tratar todos os pacientes com câncer do país. E cada vez mais pesquisas apontam a relação entre agrotóxicos e a incidência de câncer.

Veja que ironia perversa: em uma ponta, o Estado brasileiro financia empresários que produzem e vendem agrotóxicos e na outra, com bem menos recursos, trata milhares de pessoas adoecidas, parte delas pelo uso indiscriminado desses produtos. O governo Bolsonaro, como anteriores, aliás, socializa as perdas e privatiza os lucros.

Com informações da Agência Pública/Repórter Brasil