O que aconteceria se, da noite para o dia, você perdesse um quarto do seu salário? Não é uma pergunta hipotética. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu na semana passada a promulgação imediata da medida que prevê a possibilidade da redução de até 25% nas jornadas e salários dos servidores.

Em novembro do ano passado, Jair Bolsonaro foi ao Senado entregar três Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que, basicamente, asseguram recursos para os ricos e não garantem sequer o mínimo para o restante dos brasileiros em áreas fundamentais como saúde e educação.

São três PEC

1. PEC Emergencial

Permite, em determinadas situações, que os entes federativos (governos federal, estaduais e municipais) reduzam a jornada de trabalho e até mesmo cortem parte do salário dos servidores.

2. Plano Mais Brasil

Essa PEC altera a divisão de recursos entre os três entes federativos. Desobriga, por exemplo, que os governos gastem o mínimo hoje garantido por lei em saúde e educação. Se o orçamento já está aquém do necessário, imagine o desastre que se avizinha caso essa medida seja aprovada. Isso é menos, bem menos, e não mais Brasil (como mente a propaganda governista).

3. Dívida Pública

A terceira PEC, como as anteriores, demonstra, mais uma vez, o foco do governo Bolsonaro: ajudar ricos que jamais precisaram trabalhar. A proposta é revisar fundos constitucionais e liberar 200 bilhões de reais para garantir a educação dos brasileiros? Claro que não! É para garantir o pagamento de juros a uns poucos banqueiros.

Desmonte

Para o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, esse conjunto de medidas, caso aprovado, deverá piorar a prestação de serviços públicos essenciais. Como exemplo, ele cita o retorno da fila no INSS, que explodiu, entre outros fatores, devido à falta de concursos para repor os funcionários que se aposentaram.

Com informações da Rede Brasil Atual