Quinta, 13 de Agosto = 3.224.876 milhões de infectados, 105.463 mil mortes e 89 dias sem ministro da Saúde. Esse é o retrato do horror e do desgovernos que assola o maior país da América Latina. Esses lamentáveis dados refletem o projeto nefasto de Jair Bolsonaro que, enquanto destrói nossos direitos e patrimônio e nega a ciência, condena milhões à morte durante a pior crise sanitária de nossa história.

O Brasil é o segundo país com o maior número de mortes pelo coronavírus e o segundo maior número de infectados, em termos absolutos. Atrás apenas dos Estados Unidos que registra 5,2 milhões de casos e mais de 165 mil mortes.

Combinação mortal

A mistura presidente genocida + acefalia no Ministério da Saúde não poderia ter outro resultado: 22 estados e o Distrito Federal sofrem com a falta de insumos e medicamentos para atender a população em meio a pior crise sanitária do país. Vale lembrar que desde março, o governo Bolsonaro utilizou até agora APENAS 54% do orçamento de combate à pandemia.

A lista de remédios em falta inclui 22 sedativos, anestésicos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares, o chamado “kit intubação. A situação é tão precária, que tem levado hospitais a recusar pacientes e tem feito médicos usarem remédios substitutivos aos medicamentos apropriados.

Apesar deste cenário, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, não se constrangeu ao omitir os números da tragédia brasileira durante reunião virtual com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele se limitou a apresentar dados supostamente positivos como o número de pacientes recuperados. Não se sabe se são pessoas que ficaram em estado e que, portanto, podem tem sequelas graves. A informação é do blog Jamil Chade, no UOL.

Bolsonaro estou R$ 1,1 milhão em cloroquina

Ao passo que faltam insumos necessários para salvar vidas, a cloroquina, defendida ferozmente por Jair Bolsonaro como a “cura milagrosa” para o coronavírus, e que de acordo com diversos estudos não apresenta eficácia comprovada, tem sido acumulada em estoques da União, estados e municípios.

Em março de 2020, o órgão adquiriu 4 milhões de comprimidos de cloroquina e sua derivada, a hidroxicloroquina, estocados e segundo o Ministério da Defesa, a produção custou R$ 1,1 milhão desde o início da pandemia até o momento.

De acordo com a presidente da comissão de Saúde do Conselho Nacional do Ministério Público, Sandra Krieger, há diversos elementos que definem a responsabilidade da União na aquisição de medicamentos, principalmente em situações de crise sanitária como a que estamos vivendo. De acordo com o artigo 23 da Constituição Federal, por exemplo, é competência comum da União, estados, Distrito Federal e municípios, cuidar da saúde e assistência pública.

Krieger também afirma que a autonomia de estados e municípios “não pode ser desculpa ou amuleto para que a União deixe de agir ou se desonere de seu papel”. E é exatamente isso que o governo Bolsonaro tem feito: se omitir, negar a ciência e a ir contra as políticas públicas de Saude.

Com informações do UOL e do O Globo