Imagem de outubro de 2018 mostra área desmatada na Avenida Herman von Lhering, Parelheiros, Zona Sul de São Paulo — Foto: G1
Imagem de outubro de 2018 mostra área desmatada na Avenida Herman von Lhering, Parelheiros, Zona Sul de São Paulo — Foto: G1

A falta de fiscalização e o descaso da gestão Doria/Covas também atingem o meio ambiente em São Paulo. Relatório revela que São Paulo tem 90 novas áreas desmatadas de Mata Atlântica. São mais de 500 mil árvores desmatadas somente nos últimos 5 anos.

Destruição ambiental: um projeto de governo

A vegetação desmatada era proveniente de Áreas de Proteção Ambiental (APA) e Parques Naturais, localizadas nos extremos das Zonas Leste e Sul. Essas áreas abrigam nascentes que, em sua maioria, são responsáveis por abastecer a Represa Guarapiranga, cujas águas são consumidas por mais de 5 milhões de pessoas.

Dossiê indica que Mata Atlântica em São Paulo tem sido desmatada para descarte de entulho, como na Estrada de Cumbica, à beira da Represa Guarapiranga — Foto: Arte/G1

A cidade de São Paulo possui cerca de 20% da cobertura florestal remanescente da Mata Atlântica e metade da área desmatada corresponde a praticamente 3 milhões de m² de vegetação nativa.

Restam 12,4% de toda a área original de Mata Atlântica nativa distribuída em “manchas” pelo país – a maior parte delas, 80%, em propriedades privadas. São cerca de 160 mil km² de floresta remanescente.

Proteção

Com o objetivo de preservar o que restou desse importante bioma, a Mata Atlântica conta desde 2006 com uma Lei Federal que detalha quais tipos de atividades são permitidos e como sua proteção deve ser feita.

Divulgado inicialmente a cada cinco anos, os dados sobre desmatamento no bioma passaram a ser conhecidos anualmente desde 2010 através do mapeamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).