Em 2018, houve mais de 22 mil licenças por transtornos mentais na cidade de São Paulo. Uma quantidade alarmante de professores e demais servidores municipais da Educação  afastados das suas escolas devido a problemas de saúde mental.

Tal número, quando comparado com a duração do período, fica ainda mais gritante: 62 casos por dia. O levantamento, feito pelo Agora São Paulo, mapeou que doenças como ansiedade, depressão, estresse e síndrome do pânico são as principais causadoras das licenças.

Em sua maioria, esses afastamentos são de longa duração e expõem as condições precárias a que nossa Educação e profissionais estão submetidos. Alta carga horária, baixíssima remuneração, desvalorização intensa da categoria e situações extremas de trabalho afetam não só os profissionais em si como também as unidades de ensino e a Educação paulistana como um todo.

“A Educação é um direito de todas e todos e deve ser tratada com o devido respeito e atenção. Os números atestam a realidade precária que nossos professores e demais profissionais da área enfrentam todos os dias. É um absurdo! Não podemos deixar que os educadores contem apenas com o seu amor pela profissão. Precisamos garantir, para cada um e para as nossas crianças, condições dignas para uma Educação de Excelência”, avaliou o vereador Giannazi, idealizador do Programa Educação em Primeiro Lugar.

Acompanhe o lançamento do Programa Educação em Primeiro Lugar, que aconteceu no dia 10 de abril.

Pela atuação tão próxima das crianças, os profissionais da Educação são os principais responsáveis pelo futuro de uma cidade. Políticas públicas contundentes e direcionadas para atender a categoria são vitais para reverter esse cenário.

A Educação, porém, não é a única área de extrema importância afetada pela política de descaso e abandono da gestão Doria Covas. No dia 10 de maio, publicamos em nossas redes sociais que o sucateamento da Saúde afeta mais da metade dos profissionais da enfermagem de São Paulo.

Esse quadro é reflexo do processo de precarização dos serviços públicos em São Paulo, como o total abandono do HSPM e o desmonte do SAMU. Frente a tantos ataques e retrocessos, precisamos seguir ainda mais firmes nessas lutas. E seguiremos.