Giz e papel higiênico estão entre itens que faltam em escola de São Carlos, interior de São Paulo.
Giz e papel higiênico estão entre itens que faltam em escola de São Carlos, interior de São Paulo.

Resultado da política de desmonte e sucateamento da Educação liderada pelas gestões João Doria e Bruno Covas, ambos do PSDB, servidores da Escola Professor Bento da Silva César, localizada em São Carlos (SP), denunciam que não tem dinheiro nem para comprar produtos básicos de higiene e material escolar. A denúncia foi publicada no Portal G1 nesta segunda (24).

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“É lamentável com que a dupla Covas/Doria estão fazendo com a Educação e os serviços públicos. De olho na campanha eleitoral de 2020 e 2022, aplicam uma política de cortes brutal que destrói serviços essenciais, ataca direitos e piora a vida da população de São Paulo”, denuncia o vereador Celso Giannazi.

Professores tiram do próprio bolso

De acordo com a denúncia, para enfrentar essa realidade e suprir a falta destes itens essenciais para o funcionamento da escola, os professores realizam campanhas e chegam a pagar as impressões de provas com o seu próprio dinheiro.

Um dos servidores que realizou a denúncia indicou que há pelo menos 2 anos a escola não recebe o recurso necessário para a compra dos itens essenciais. Lembrando que antes de Doria a gestão estadual era de Geraldo Alckmin.

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A escola, que recebe alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, chegou a mandar recado aos pais pedindo para que cada aluno levasse um rolo de papel higiênico, pois a escola não tinha dinheiro para comprar. Além dos itens de higiene, faltam ainda materiais escolares básicos e verbas para a manutenção do prédio.

Além das péssimas condições de infraestrutura, os servidores também denunciam a precarização, o quadro desfalcado de profissionais e a não nomeação de agentes de apoio escolar.

Cortes

É bom lembrar que em abril, a gestão João Doria decretou o bloqueio de quase R$ 6 bilhões no orçamento e mais da metade desse valor (54%) representa despesas que seriam destinadas a investimentos. 

Com isso, o estado perde 18% dos investimentos descritos no Orçamento para 2019.

Com informações do G1.