A volta de São Paulo ao mapa do Sarampo revela a ineficiência da gestão tucana na saúde, visto que o estado é o que tem mais casos confirmados com 5.139 ocorrências.
A volta de São Paulo ao mapa do Sarampo revela a ineficiência da gestão tucana na saúde, visto que o estado é o que tem mais casos confirmados com 5.139 ocorrências.

O descaso e o sucateamento da saúde em São Paulo segue fazendo vítimas. Nessa semana, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou mais duas mortes por sarampo. As vítimas foram um bebê de 26 dias e uma mulher de 31 anos sem histórico de vacinação—  são da capital paulista. No total, cinco pessoas já morreram no estado por complicações da doença em 2019, o que não acontecia desde 1997.

Casos de Sarampo em São Paulo aumentam 586%

A volta de São Paulo ao mapa do Sarampo revela a ineficiência da gestão tucana na saúde, visto que o estado é o que tem mais casos confirmados com 5.139 casos até o momento. Destes, 56,3% se concentram na capital, com 2.897 registros, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (25). No estado, houve um aumento de 19,53% em relação à semana anterior, quando haviam 4.299 notificações da doença. No mesmo período, na cidade de São Paulo, o número de casos subiu 20,85%.

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Mesmo fazendo campanhas, os governos de Dória e Covas se mostram insuficientes no combate a doença. A campanha de vacinação começou apenas em 10 de junho e atingiu somente 6% da população-alvo (jovens de 15 a 29 anos). Além disso, postos de saúde e recomendações da Prefeitura divergem sobre quem deve tomar as vacinas e quais os documentos necessários para a vacinação, conforme denunciam paulistanos e paulistanas.

Também vale lembrar que, mesmo em meio a um surto de sarampo e com a previsão de alta nos casos de febre amarela no próximo verão, o Ministério da Saúde deverá reduzir em R$ 393,7 milhões as despesas com compra e distribuição de vacinas em 2020. O vereador Celso Giannazi, membro titular da Comissão de Saúde da Câmara, tem denunciado constantemente o sucateamento da saúde de São Paulo pela gestão Doria/Covas. “Não é apenas o desmonte, a política de sucateamento e privatização da saúde pública é, sobretudo, a ampliação do risco de morte da população”, afirma Giannazi. 

Prevenção

A única forma de prevenir a doença é a vacinação. Bebês entre seis e 11 meses e 29 dias devem ser imunizados. Esta dose não substitui as preconizadas no calendário nacional de vacinação, portanto, esta faixa etária também precisa tomar a vacina aos 12 e 15 meses de idade. Este público é considerado mais vulnerável a casos graves e óbitos.

Pessoas de 1 a 29 anos de idade devem ter duas doses comprovadas da imunização, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Quem tem entre 30 a 59 anos precisa receber pelo menos uma dose da vacina tríplice viral.

As UBS’s ficam abertas de segunda a sexta, das 7h às 19h, e algumas funcionam aos sábados, no mesmo horário. A relação pode ser encontrada no site da prefeitura.