Governador de São Paulo João Doria. Foto: Filipe Redondo/ ÉPOCA
Governador de São Paulo João Doria. Foto: Filipe Redondo/ ÉPOCA

Após relaxar a quarentena em São Paulo e os casos e óbitos por COVID-19 aumentarem, João Doria planeja mais um absurdo: o retorno às aulas presenciais na Rede Pública.

No dia 27 de maio, Doria anunciou medidas para flexibilizar o isolamento social em São Paulo, a “quarentena inteligente”. Um dia após o anúncio do governador (28), o estado de São Paulo registrou assustadores 6.382 novos casos confirmados de coronavírus em 24 horas, chegando ao total de 95.865 casos na época.

A curva de contaminações pelo vírus, que parecia estar próxima da estabilização em São Paulo, voltou a crescer após as flexibilizações de Doria. Shoppings, comércios e outras atividades voltaram a funcionar, ou seja, as aglomerações ressurgiram.

23 dias com a “quarentena inteligente” em prática e o estado de São Paulo segue quebrando recordes de novos casos e mortes por coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram registrados 434 óbitos e os casos confirmados subiram de 221.973 para 229.475, significando um aumento de 7.502 infectados em um dia.

Além de Doria ter responsabilidade direta no descontrole da pandemia, suas medidas fizeram as contaminações explodirem fora da capital paulista: entre 15 e 21 e junho, foram registrados 17.932 novos casos no interior, enquanto a capital registrou 15.342 novos casos.

Em relação aos óbitos, em 17 de maio, eram 698 vítimas fatais fora da Região Metropolitana e no dia 16 de junho o número havia aumentado para 2.133, uma alta de 205% em pouco menos de um mês.

Todos esses números não levam em conta a subnotificação de casos no Estado. Segundo dados preliminares obtidos pela Prefeitura a partir de pesquisas sorológicas realizadas na cidade de São Paulo, estima-se que 1,2 milhão de pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus SÓ na capital paulista, ao invés dos 120 mil casos divulgados oficialmente. Contando com as subnotificações estimadas, o número de casos da região metropolitana de São Paulo supera o total de Espanha e França juntas.

Mesmo com a pandemia descontrolada por responsabilidade do governador e após o mesmo impor desnecessários plantões escolares desde o início da pandemia, Doria planeja mais um ataque à Educação: o retorno às aulas presenciais para o mês de julho, expondo estudantes e profissionais da educação a graves riscos de morte.

* Todos os dados divulgados são de acordo com as Secretarias de Saúde do próprio estado e município de São Paulo.

Nem plantão, nem volta às aulas! Salvar vidas na Educação!

Contra as ações criminosas de João Doria e Bruno Covas de manter Gestores, Quadro de Apoio e trabalhadores da limpeza, que já perderam amigos e colegas de profissão para a Covid-19, em plantões escolares e anunciar o plano de retomada das aulas presenciais, o vereador Celso Giannazi e o deputado Carlos Giannazi realizarão nesta sexta, 26 de junho, às 11h, mais um ato-live para fortalecer a luta em defesa da Educação e dos professores, gestores, QA e trabalhadores da Educação!

Clique aqui e confirme sua presença no evento!

Desde março, o vereador Celso Giannazi e o deputado Carlos Giannazi estão em luta pelo FECHAMENTO TOTAL das escolas. Confira as ações:

  • Acionaram o Ministério Público pela suspensão imediata das aulas e pelo fechamento total das escolas;
  • Criaram o abaixo-assinado que conta com cerca de 20 mil assinaturas (seria bom atualizar o número);
  • Acionaram o Ministério Público pela responsabilização de João Doria e Bruno Covas pelo adoecimento dos profissionais da Educação obrigados a trabalhar;
  • Acionaram a Procuradoria-Geral de Justiça, Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) contra os plantões absurdos que mantém o Quadro de Apoio, a equipe Gestora e os terceirizados nas escolas durante a pandemia;
  • Oficiaram a Prefeitura exigindo o fim dos plantões nas escolas;
  • Denunciaram os plantões presenciais nas tribunas virtuais da Câmara e da Alesp e no Colégio de Líderes da Câmara;
  • Organizaram debates virtuais pelo fim dos plantões nas escolas;
  • Celso Giannazi apresentou o projeto de lei 215, que dispõe sobre o regime de teletrabalho dos Profissionais da Educação durante a período de combate a COVID-19;
  • Realizaram ato-live que mobilizou milhares em torno da luta contra os plantões nas escolas.

Acesse todas as ações pelo fechamento total das escolas na íntegra clicando aqui!

CONSELHO CONTRA O CORONAVÍRUS

Já conhece o Conselho Contra o Coronavírus? Iniciativa de Giannazi, o Conselho é um espaço que garante voz à sociedade civil e atua, diretamente, na formulação e acompanhamento das políticas públicas de combate ao Coronavírus. Clique aqui para saber mais e participar!