Flexibilização da quarentena aumenta o número de pessoas na rua. Foto: Fábio Vieira/ Estadão Conteúdo
Flexibilização da quarentena aumenta o número de pessoas na rua. Foto: Fábio Vieira/ Estadão Conteúdo

Na cidade de São Paulo, o número de mortos e infectados pelo coronavírus continua avançando. Nas últimas 24hrs, a capital bateu recorde com os maiores números desde o início da pandemia: 327 mortes e 6.999 novos casos. Esses dados trazem preocupação com relação a flexibilização da quarentena estipulada por João Doria, que entrou em vigor no começo desta semana. Enquanto alguns setores da economia voltam a funcionar, a taxa de ocupação dos leitos de UTI volta a subir.

Em audiência da Comissão de Saúde na última sexta-feira (31/05), vereador Celso Giannazi cobrou a reabertura de hospitais que continuam fechados diante a pandemia, como o Santa Cecília, com capacidade para comportar mais de 300 leitos. Após pressão e luta do mandato, Giannazi conquistou a reabertura de outros hospitais na capital, como o Cruz Vermelha, com 70 leitos, o Sorocabana, com 60 leitos e o Hospital da Brasilândia, com 20 leitos disponíveis para atender a população.

Segundo o Secretário da Saúde, José Henrique Germann, “nós não estamos na curva descendente do processo da pandemia, seja no número de casos, seja no número de internações ou tampouco seja no número de óbitos”. Ou seja, a decisão do governador em reabrir o comércio e a ineficiência da gestão Bruno Covas para garantir condições de isolamento colocam vidas em risco e podem contribuir para o aumento do número de casos.

No Estado, a taxa de ocupação de leitos de UTI subiu para 73,5% e na Grande São Paulo, 85,3%. Até quando João Doria e Bruno Covas acham que o sistema de saúde pública se sustentará sem entrar em colapso?