Em oito meses, o governo Bolsonaro já liberou mais de um agrotóxico por dia, totalizando cerca de 300 novas substâncias químicas que intoxicam a mesa de refeição dos brasileiros e brasileiras. Desses agrotóxicos, aproximadamente 33% são proibidos em países da União Europeia, e especialistas estimam retrocessos de 40 anos para o setor.

“Além de toda a liberação de agrotóxicos e o desmonte dos mecanismos e órgãos de preservação ambiental, a antipolítica ambiental de Bolsonaro é um completo desastre, prejudicial para o país e o mundo! O presidente do Brasil é reprovado por mais da metade das brasileiras e dos brasileiros e é gritante que o resultado não poderia ser outro”, criticou o vereador Celso Giannazi.

Se não bastasse, um novo marco regulatório aprovado por Bolsonaro em 23 de julho afrouxou a transparência e o controle de toxicidade dos agrotóxicos. A regra agora adota risco de morte como critério único de classificação das substâncias como “extremamente tóxicas” e altera a comunicação com o produtor e consumidor através dos rótulos dos produtos.

Tal medida já resultou na diminuição das substâncias classificadas nas duas categoriais de maior toxicidade, em uma queda drástica de 51% para apenas 6,2% dos agrotóxicos do país. Dos mais de 1.900 agrotóxicos liberados no Brasil, apenas 18 não tiveram sua classificação reduzida ou alterada e na lista “extremamente tóxica”, houve a redução de 702 substâncias para somente 43 restantes!

De acordo com o Datafolha, 78% dos brasileiros acham que agrotóxicos são inseguros e 72% consideram que nossos alimentos possuem mais agrotóxicos do que deveriam. A nociva liberação de agrotóxicos e a política de retrocessos e devastação ambiental de Jair Bolsonaro vão contra a opinião da população e custam caro para o governo.

Dados da pesquisa CNT/MDA divulgada na última segunda (26) revelam que 93,5% da população considera a preservação do meio ambiente como muito importante. O levantamento também comprovou que a avaliação negativa do governo Bolsonaro está em alta contínua, pois subiu de 19% em fevereiro para 39,5% neste mês. Para o próprio Bolsonaro, os dados são ainda piores: a desaprovação na sua avaliação pessoal saltou de 29,2% para 53,7% no período. 

Com informações de Folha de S.Paulo