Para que a Reforma da Previdência chegasse ao Senado, o governo Bolsonaro usou e abusou do velho “toma lá dá cá”, modelo de compra de votos, via liberação de emendas parlamentares, de deputados federais. Bolsonaro autorizou R$ 444 milhões em emendas sem autorização legislativa e ofereceu garantias de R$ 40 milhões por cada deputado que votasse favorável.

Além disso, mais R$ 178 milhões em emendas foram liberadas no dia da votação do texto-base. O governo também pagou, através da Secretaria de Saúde, R$ 2,1 bilhões a municípios por acordos com deputados pela aprovação da Reforma, de acordo com levantamento do jornal O Globo.

Agora, a Proposta se encontra no Senado Federal e o cenário se mantém o mesmo. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, reivindica cerca de R$ 4,5 bilhões como crédito suplementar, uma espécie de “contrapartida” aos senadores para atenderem às propostas polêmicas do governo, entre elas a Reforma da Previdência.

A votação em primeiro turno do Senado está prevista, segundo o calendário Alcolumbre, para o dia 24 de setembro. Não bastasse, tramita nas sombras do Congresso uma PEC paralela à Reforma da Previdência, artifício usado para burlar a legislação e prejudicar ainda mais os brasileiros e brasileiras. 

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