Jair Bolsonaro e seu anti-ministro da Educação, Abraham Weintraub. Foto: Sérgio Lima/Poder 360
Jair Bolsonaro e seu anti-ministro da Educação, Abraham Weintraub. Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O governo Bolsonaro descongelou R$ 1,99 bilhão de recursos do orçamento da Educação que eles mesmos bloquearam. Dos R$ 6,1 bilhões que foram cortados da pasta no primeiro semestre, R$ 3,8 bilhões continuam congelados. Mesmo assim, o anti-ministro da Educação, Abraham Weintraub, aproveitou para vender como uma vitória e um ato de benevolência de Jair Bolsonaro, só que esse desbloqueio é apenas artificial.

58% dessa verba (R$ 1,2 milhão) serão repassados para as universidades e institutos federais, mas essa quantia corresponde somente a metade dos recursos cortados dessas instituições. Além disso, 15% da verba discricionária das universidades federais — que envolve despesas como luz, água, zeladoria e segurança — seguem congelados.

“A liberação de metade do valor cortado dessas instituições, além de não ser suficiente para suprir as necessidades de despesas, significa que não haverá investimentos para ampliação do acesso ou para melhoria da infraestrutura das universidades”, alertou o vereador Giannazi, idealizador do Programa Educação em Primeiro Lugar.

Bolsonaro promoveu seis meses de ataques contra a Educação

E nesses últimos meses, várias instituições suspenderam serviços e ameaçaram interromper o ano letivo devido ao corte das verbas. Ainda, 2.432 bolsas da Capes seguem suspensas, após o anúncio de corte generalizado de 5.613 bolsas de estudo.

Veja como será a distribuição dos recursos:

  • R$ 1,156 bilhão para universidades e institutos;
  • R$ 290 milhões livros didáticos;
  • R$ 270 milhões para bolsas Capes;
  • R$ 180 milhões para outras despesas;
  • R$ 105 milhões para exames da educação básica.

Desinvestimento na Educação

Nos últimos 4 anos, o investimento em Educação no Brasil foi reduzido em 56%. Para piorar, a projeção do ano que vem é de diminuir ainda mais: em 63%. De 11,3 bilhões, em 2014, foi para 4,9 bilhões, em 2018, e cairá para apenas 4,2 bilhões no ano que vem.

O desmonte da Educação como projeto de governo

Além disso, o orçamento total da Educação também sofrerá um corte significativo para 2020, diminuindo quase 20% com relação ao orçado neste ano (caindo de 121,9 bilhões para 101,2 bilhões). A educação básica também será alvo da sanha de cortes do governo de Jair Bolsonaro, e terá mais da metade (54%) de seu orçamento cortado, caindo de R$ 500 milhões para 230,1 milhões.

Veja também: Giannazi lança, na Câmara Municipal, o Outubro da Educação

Com informações de G1 e UOL.