Os recursos destinados para a pesquisa caíram de R$ 4,25 bilhões neste ano para R$ 2,20 bilhões em 2020.
Os recursos destinados para a pesquisa caíram de R$ 4,25 bilhões neste ano para R$ 2,20 bilhões em 2020.

Em oito meses de governo Jair Bolsonaro já se consagra como uma referência em cortes e destruição dos serviços públicos. A Educação é a pasta que mais sofre com as tesouradas do presidente.

Cortes de Bolsonaro na Educação roubam futuro do país

A proposta orçamentária para 2020 reduz em 18% os recursos totais do MEC (Ministério da Educação) com relação aos valores autorizados de 2019. Os cortes atingem desde a educação básica à pós-graduação. Sendo que o maior impacto será no financiamento de pesquisas e nas contas de grandes universidades federais.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) que já está sofrendo com os cortes de 2019, com o corte de R$ 891 milhões, terá o maior corte. Pela proposta, o órgão vai perder metade do orçamento: sai de R$ 4,25 bilhões, segundo o valor autorizado para 2019, para R$ 2,20 bilhões em 2020.

A Capes já cortou 6.198 bolsas neste ano, equivalente a 7% do que havia no início do ano.

O projeto de Lei Orçamentária de 2020 foi encaminhado ao Congresso Nacional pelo governo federal na última sexta-feira (30/8). O MEC terá um orçamento previsto de R$ 101 bilhões em 2020, contra R$ 122 bilhões aprovados para 2019.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável por avaliações federais com o Enem, também sofrerá com mais cortes. Será cortado do orçamento de 2020 R$ 400 milhões.

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Cortes na Educação Básica

O orçamento para apoio à Infraestrutura para a Educação Básica, por exemplo, também terá um corte superior a 62%. Em 2020, a rubrica receberá apenas R$ 230 milhões. Em 2019, esse foi R$ 606 milhões.