O governo já havia feito em março um bloqueio das verbas do executivo de aproximadamente R$ 30 bilhões.Foto: AFP/EVARISTO SÁ
O governo já havia feito em março um bloqueio das verbas do executivo de aproximadamente R$ 30 bilhões.Foto: AFP/EVARISTO SÁ

A cada novo pronunciamento, um novo retrocesso. Essa é a lógica que rege as ações do Governo Bolsonaro, que anunciou nesta semana um bloqueio de R$ 1,4 Bi em 9 ministérios, entre eles, a pasta da educação foi novamente vítima, com R$ 348 milhões excluídos do orçamento. O Ministério da Educação já teve seus recursos minados no mês de Maio, fato que levou a uma onda de protestos por todo o país, principalmente em defesa das universidades federais. Agora, Bolsonaro volta a cortar da Educação, no total, foram bloqueados R$ 6,2 bilhões da pasta, quase 25% do orçamento para o ano. É o maior corte entre todos os ministérios.

O governo já havia feito em março um bloqueio das verbas do executivo de aproximadamente R$ 30 bilhões. Desta vez, Bolsonaro justifica que a piora nos parâmetros econômicos e na projeção da arrecadação são os motivos desses novos cortes. Frente a esse cenário, ao invés de propor medidas para aumentar a arrecadação e aquecer a economia, o governo prefere cortar do Estado em um grande ataque aos serviços públicos dos quais milhões de brasileiros dependem para sobreviver.

Além do Ministério da Educação, o Ministério da Cidadania também sofreu com um corte massivo de R$ 619 milhões, o que afetará diretamente as políticas sociais voltadas para o trabalho, assistência social, direitos da cidadania, habitação e saneamento. O decreto editado nesta terça ainda bloqueia recursos dos ministérios da Agricultura (R$ 54 milhões), Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (R$ 59 milhões), Economia (R$ 282 milhões), Meio Ambiente (R$ 10 milhões), Relações Exteriores (R$ 32 milhões), Saúde (R$ 6 milhões) e Turismo (R$ 100 milhões).

Nosso mandato acredita que o Estado desempenha papel fundamental na execução de políticas públicas para garantir os direitos fundamentais do cidadão com incentivo direto na educação, saúde, segurança e moradia. Por isso, seguiremos denunciando os cortes devastadores de Bolsonaro, em defesa daqueles que dependem dos serviços públicos para que seus direitos sejam garantidos.