Segundo o Censo 2022 do IBGE, estima-se que existam 2,4 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no país, o que representa cerca de 1,2% da população. O mês de abril é dedicado à conscientização sobre o autismo e a luta por mais informação, respeito e inclusão.
O diagnóstico de autismo não afeta apenas a criança, ele transforma toda a dinâmica familiar. Muitas mães de crianças com TEA precisam abrir mão de suas carreiras e projetos pessoais para se dedicarem integralmente às terapias e ao acompanhamento escolar de seus filhos. Sem uma rede de apoio pública eficiente, essas mulheres ficam sobrecarregadas.
Toda a sociedade precisa se engajar na luta pela Inclusão!
Conselho de Inclusão Escolar
O vereador Celso Giannazi luta por políticas públicas voltadas aos direitos das pessoas com deficiência (o que inclui os seus cuidadores). Junto com o deputado estadual Carlos Giannazi, deputada federal professora Luciene Cavalcante e ativistas, Celso Giannazi criou o Conselho de Inclusão Escolar quando se tornou vereador, em 2019.
Além disso, o vereador Celso Giannazi apresentou o PL 228/19, aprovado em primeira votação na Câmara, garantindo a redução do número de alunos nas salas de aula que tenham estudante com deficiência.
Já no PL 224/2023, também de autoria do vereador, os servidores com deficiência ou responsáveis por PCDs ganham o direito a redução da jornada de trabalho. Estamos na luta pela sua aprovação!
Audiência Pública na Câmara!

No dia 17/10/25, a Comissão de Educação da Câmara realizou uma Audiência Pública para discutir a inclusão nas escolas (inclusive de alunos com TEA). O encontro foi realizado a pedido de Celso Giannazi, que apresentou dados do Censo Escolar, do Ministério da Educação, e da Secretaria Municipal de Educação da cidade de São Paulo:
– Entre 2018 e 2023, o número de matrículas em Educação Especial cresceu quase 50%;
– Em 2009, 60,5% dos alunos da Educação Especial estavam em classes comuns (hoje esse número aumentou para 91,3%; esse é o caminho, mas isso aumenta o desafio da Inclusão);
– 45,2% das escolas da cidade de São Paulo não têm qualquer recurso de acessibilidade (como rampas e banheiros adaptados);
– O déficit de Auxiliares de Vida Escolar (AVEs) na cidade é de mais de 4 mil profissionais (a recomendação é de um AVE para cada 6 estudantes com deficiência);
– No Brasil, apenas 6,1% dos professores têm formação específica em Educação Especial.
Esses números deixam claro o tamanho do nosso desafio. Tudo isso exige investimento em infraestrutura, formação continuada dos educadores e a contratação de mais profissionais especializados para as escolas públicas. Essa deve ser a luta de todos!



