Doria e Covas atuam para precarizar o ensino na cidade de São Paulo, e com a reabertura vão condenar à morte avós, pais, alunos e profissionais da educação, que frequentam as escolas públicas do município. Foto: SUAMY BEYDOUN/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
Doria e Covas atuam para precarizar o ensino na cidade de São Paulo, e com a reabertura vão condenar à morte avós, pais, alunos e profissionais da educação, que frequentam as escolas públicas do município. Foto: SUAMY BEYDOUN/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

Desde o início de seu mandato, o vereador Celso Giannazi denuncia o descaso de Doria e Covas com a educação de SP. Atualmente, Giannazi está na luta contra o plano de reabertura das escolas, prevista por Doria para o início de Setembro. A proposta do governador coloca sob risco de morte milhões de avós, pais, alunos e profissionais da educação, que fazem parte da comunidade escolar.

Nem plantão, nem volta às aulas! Salvar vidas na Educação!

Além da falta de recursos humanos, materiais e estruturais que impossibilitam a volta às aulas, vale lembrar que Covas manteve os funcionários da limpeza, da cozinha, da secretaria, os gestores escolares e o Quadro de Apoio trabalhando presencialmente nas escolas sob risco desnecessário de contágio, visto que as unidades de ensino não estão funcionando. 

O prefeito também aproveitou a pandemia para cortar a bolsa de R$ 1.000,00 que era paga aos monitores do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA), medida que o vereador Celso Giannazi ainda luta para ser revogada através da sanção do PL 308/20, que garante o pagamento do auxílio e agora depende da sanção de Covas.

Mas não é com a pandemia que os ataques de Doria e Covas à educação começaram. No início do ano escolar, os alunos da rede municipal ainda estavam sem uniformes e material escolar, graças à prefeitura que atrasou a entrega dos materiais e disponibilizou o aplicativo para a compra de uniformes apenas na primeira semana de março, quando a pandemia já estava próxima de impossibilitar as aulas.

Alunos voltam às aulas sem uniforme e material escolar

Além disso, no ano passado, o prefeito Bruno Covas cortou os novos contratos da Limpeza a manutenção e conservação das áreas verdes e a limpeza dos playgrounds. Esse ataque da gestão municipal se somou aos cortes do número de funcionários da limpeza nas escolas da Rede Municipal, que representa uma redução de 80% do quadro que já era insuficiente para a garantia do serviço na Rede.

Covas aprova Voucher e Bolsa Creche e amplia privatização da Educação

Também em 2019, Bruno Covas aprovou o PL que cria o Voucher e o Programa Bolsa Creche, um projeto privatista que ataca a escola pública e a infância. Enquanto abria espaço para a privatização da Educação em SP, Covas vetou o Projeto de Lei 508/16, de coautoria do vereador Celso Giannazi, que garantia a gratuidade do Passe Livre para estudantes de cursinhos populares da cidade. A decisão arbitrária do prefeito prejudicou mais de 15 mil estudantes de baixa renda e comprova o desrespeito da gestão Covas com a Educação de São Paulo.

Foi também no ano passado que Covas encerrou os contratos de prestação de serviços com todas as empresas de segurança que atuavam em parte das escolas. Mais uma vez, o prefeito Bruno Covas tomou uma atitude irresponsável e sem nenhum comprometimento com a educação pública do município. Um total de 1700 escolas municipais e instituições como CEU’s  ficaram em situação de insegurança, principalmente nas regiões de maior vulnerabilidade social.

Em suma, não podemos confiar a reabertura das escolas a governantes que desde o início não têm nenhum compromisso com a educação. Pelo contrário, Doria e Covas atuam para precarizar o ensino na cidade de São Paulo, e com a reabertura vão condenar à morte avós, pais, alunos e profissionais da educação, que frequentam as escolas públicas do município.