Mortalidade infantil é maior em bairros periféricos.
Mortalidade infantil é maior em bairros periféricos.

O Mapa da Desigualdade da Primeira Infância, divulgado nesta quarta (12), apresenta a diferença de expectativa de vida entre crianças das zonas periféricas e da região central de São Paulo. No distrito de Marsilac, no extremo da Zona Sul, a mortalidade infantil é 23 vezes maior que em Perdizes, bairro nobre da Zona Oeste. Os outros distritos com os maiores níveis de mortalidade são José Bonifácio, República e Parque do Carmo. Em 26 distritos da capital, a taxa de mortalidade infantil é superior à nacional, dado que se demonstra alarmante.

A Assistência Social e a destruição desumana da gestão Doria/Covas

Esses índices são o reflexo de uma extensa política de cortes da gestão Doria/Covas, que ataca os direitos das crianças e adolescentes e sucateia políticas públicas, rebaixando direitos essenciais a uma simples prestação de serviço. Neste governo, o acesso aos serviços básicos são restritos apenas a uma parcela da população, enquanto a população periférica, negra e imigrante fica a mercê das drásticas estatísticas sociais. 

São muitas as medidas que atacam serviços essenciais para a população carente da cidade. Em 2020 completou um ano do aprofundamento do desmonte da Assistência Social, com um corte no orçamento da ordem de R$ 400 milhões. Além disso, 38 Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs) foram fechados, diminuindo os espaços que garantem a proteção de crianças em situação de vulnerabilidade, ação que foi contestada e levada ao Ministério Público pelo vereador Celso Giannazi.

Covas destrói Assistência Social em São Paulo

Outras duas medidas sancionadas por Covas e que perpetuam os dados de mortalidade infantil, são a implantação do Voucher Educação e a Bolsa Creche, programas que tentam remediar a falta de responsabilidade perante as falhas no atendimento à educação. 

Doria esconde R$ 1 bilhão de fundo de combate à pobreza e corta assistência social

É evidente nesse governo o descaso em relação a promoção de políticas públicas de combate a desigualdade e erradicação da pobreza, principalmente quando se tratam das crianças em regiões esquecidas da metrópole.