Produções e pesquisas nas universidades têm contribuído no combate à COVID-19.
Produções e pesquisas nas universidades têm contribuído no combate à COVID-19.

As universidades públicas são alvos constantes do governo Bolsonaro. O presidente chegou a afirmar que “os alunos fazem de tudo menos estudar”, o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, acusou, sem provas, as universidades de fazerem tudo menos pesquisa e cortou verbas orçamentários, entre outros ataques.

A lista de ataques do desgoverno do presidente é extensa, mas a verdade é que as universidades públicas realizam mais de 95% da ciência no Brasil e no momento atual, elas têm contribuído com diversas ações, medidas e pesquisas para o combate ao novo coronavírus, diferentemente de Bolsonaro.

O Instituto da Biologia da Unicamp e o Instituto de Ciências Biomédicas da USP reuniram pesquisadores e equipamentos para realizar, em parceria, testes da COVID-19, reunir estudos para saber como o vírus atua no organismo e desenvolver novos métodos para detectar o vírus.

Uma reclamação frequente por parte dos profissionais da Saúde é a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários. Profissionais de todas as áreas de Saúde estão na linha de frente do combate ao coronavírus, portanto ficam altamente expostos à contaminação. Um levantamento da jornalista Mônica Bergamo indica que em apenas 4 hospitais de São Paulo, mais de 600 profissionais já foram afastados do trabalho.

As máscaras são um equipamento de proteção essencial para evitar o contágio e é a produção que mais movimenta as universidades. A Universidade Federal do Piauí, vai produzir mais de 10 mil máscaras, além de aventais, para o Hospital Universitário, a reitoria da Universidade Federal do Ceará e está produzindo diversos equipamentos em parceria com o governo e colocou oito impressoras 3D à disposição, a Universidade Federal de Santa Maria (RS) distribuiu mais de 150 máscaras para o Hospital Universitário e muitas outras universidades ao redor do Brasil estão disponibilizando estrutura e equipamentos e contribuindo com a produção de EPIs.

Giannazi acionou o Ministério Público denunciando a falta de EPIs para os profissionais da saúde, que acolheu a denúncia e instaurou um Inquérito Civil cobrando providências.

Respiradores são fundamentais para tratar pacientes em estado grave pelo coronavírus e os especialistas estimam que a demanda por esses respiradores deve chegar a 40 mil até o final de abril. Na Escola Politécnica da USP, um projeto em fase avançada vai permitir que empresas montem esses equipamentos ao custo de apenas mil reais. Um respirador convencional não sai por menos de R$ 15 mil.

Na mesma vertente de produzir equipamentos acessíveis, a UFSC desenvolveu um protótipo de um ventilador pulmonar alternativo, com peças nacionais ou acessíveis no Brasil e a UNIFESP criou uma rede de designers, engenheiros e pesquisadores para produzir peças para respiradores artificiais e outros equipamentos para UTI.

O álcool em gel também é de suma importância para higienização pessoal. Sua demanda aumentou com a crise do coronavírus, o que levou produtores a inflacionar o produto em mercados e farmácias por todo o país.

Giannazi apresenta PL que garante a distribuição gratuita de produtos de higiene pessoal na rede pública de Saúde.

O produto entrou em escassez e sua compra foi bastante limitada. Muitas universidades dedicaram-se a esse problema, por exemplo, a Universidade Federal do Ceará produziu um lote com 56 litros de álcool gel para beneficiar instituições que abrigam crianças, idosos, pessoas doentes e em situação de rua, na UFPR foram produzidos 700 litros de álcool 70% glicerinado a UFPE já doou mais de 100 litros de álcool 70% para a Polícia Científica estado.

Muitas outras Universidades Públicas se mobilizaram e realizam pesquisas intensas, em parceria com governos do estado, para contribuir no combate ao coronavírus. As universidades, chamadas de “balbúrdia” pelo governo Bolsonaro, contribuem efetivamente para saúde da população brasileira, diferentemente do presidente que incita desrespeitarem recomendações da OMS e debocha da pandemia.